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terça-feira, 14 de maio de 2013

"Nascer e Morrer" no Jardim de infância


.Eis um tema desagradável, que nos assusta e que gostamos de evitar. Também eu procuro não pensar nisso, mas inevitavelmente, sou empurrada para ele, mais vezes do que  gostaria.
Como falar no assunto a crianças tão pequenas? O que fazer quando o nosso caminho se cruza diretamente com ele? Normalmente escuto, deixo as ideias fluir e as palavras surgir, sem preparações prévias, nem conclusões feitas por antecipação. Deixo-me guiar pelo momento e sigo o coração e a intuição.
Mas porquê este tema no Jardim de infância? Bom, desta vez porque aconteceu ali, mesmo à nossa frente.
Vou-vos contar...
 
Como todos sabem, nós temos dois mandarins na nossa sala, a Luna e o Óscar. E também sabem que eles gostam muito um do outro e que se fartam de namorar...
Namoro de pássaro, já se vê...
 
Ora, deste namoro, surgiram três ovinhos muito pequeninos...
...postos pela Luna e muito bem cuidados pelo pai e por ela, a mãe...
 
E com muito cuidado, nós fomos observando e registando tudo o que estava a acontecer. E na segunda feira... Na segunda feira ouvimos um grande barulho e vimos muitas cascas de ovo no fundo da gaiola. Percebemos logo que tinha nascido um dos passarinhos. Ficamos tão felizes! E nem fomos lá para o pé para não os perturbar. É que nós já estamos a ficar crescidos e já conseguimos muito bem fazer aquilo que é preciso, mesmo quando não nos apetece. 
Na hora do almoço, quando a Goretti foi ao gabinete tirar a bata, viu... Pois foi isso mesmo... Viu o passarinho bebé no fundo da gaiola. Ele tinha morrido e os pais deitaram-no para fora do ninho. O que fazer?
- Deitamo-lo fora e dizemos que nos enganámos e que não nasceu passarinho nenhum. Foi o primeiro pensamento que nos ocorreu. Mas depois...
Depois pensámos melhor... Sim, o passarinho tinha morrido e por muito triste e dura que fosse a realidade, esta é a ordem natural das coisas. Todos os seres vivos nascem e morrem. Toda a vida é um ciclo que tem um começo e um fim. Por vezes é um ciclo longo e por vezes, como neste caso, é um ciclo muito pequeno. Por isso, fui buscar a caixa lupa e coloquei o passarinho lá dentro e, quem quis, pode observá-lo. Garanto-vos que foram imensos e alguns não se limitaram a olhar, mas fizeram muitas perguntas, com muita lógica. Conseguimos ver os olhos, o bico, as patinhas, as asas e até algumas penas (penugem). Eles estavam fascinados...
Depois deitámo-lo numa caixinha de cartão e fomos enterrá-lo no jardim, para que se transforme em alimento para as outros seres vivos.
E assim  se fechou o ciclo desta vida...
Mas história não acabou por aqui. E as perguntas chegaram...
- Porque é que ele morreu, se ainda era tão novo?
- Porque é que não teve tempo de crescer?
Fiquei atrapalhada... Acabei por dar uma daquelas respostas pré fabricadas e disse-lhes que certamente tinha alguma doença ou qualquer coisa assim que não o deixou viver...
E como não podia deixar de ser, o desastre  da resposta pré fabricada, foi completo..
- Então isso quer dizer que, quando ficamos doentes, podemos morrer?
E agora como sair daqui? - Perguntei-me  em pânico.
Salvou-me o Afonso Rodrigues (ainda bem que eles andam sempre por perto...) que respondeu prontamente que tinha visto um episódio de "Era uma vez a vida", em que tinha aprendido que no nosso sangue há uns "globus" brancos que são os sentinelas do corpo e nos salvam dos vírus e dos "mircóbios". E foi mais longe ao explicar que o passarinho deve ter morrido porque era muito pequenino e os "globus" brancos ainda não estavam a funcionar muito bem. 
A resposta parecia estar muito certa e contentou os colegas... Uffff... Que alívio!
E agora... Agora temos andado a pesquisar. Hoje vimos o episódio de que o Afonso falou e consultámos muitos livros. Os "globus" brancos estão na ordem do dia e sabe-se lá até onde é que isto nos pode levar...
Fiz bem? Fiz mal? Ainda não sei. Já estou farta de pensar sobre o assunto e ainda não cheguei a nenhuma conclusão. Teria sido mais fácil tirar o passarinho da gaiola e deitá-lo fora sem dizer nada, mas teríamos perdido uma belíssima ocasião de experimentar a vida num dos seus aspetos mais duros e mais difíceis de ultrapassar, mas também um daqueles com que todos nós, mais cedo ou mais tarde, durante a nossa vida, nos vamos deparar...
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Já não tenho que trabalhar mais até ao fim do ano letivo...

Pois é, até ao fim do ano não tenho que trabalhar mais.
"O quê? Não trabalha mais?Olhem querem ver que já se reformou? Será que teve um bonus? Ou terão aberto para ela algum regime de exceção?"
Desiludam-se amigos... Não aconteceu nada disso... Eu estou e estarei na mesma barca que vós e até ao fim...
Não tenho que trabalhar mais até ao fim do ano, porque as crianças são fantástica e ofereceram-me esse bónus.
Bom, mas é melhor contar o que é que aconteceu. Então...
Na segunda feira, tal como na maior parte das segundas feiras, o dia foi duro.Eles chegaram agitados, cansados e a necessitar de muita atenção e carinho. Resultado: Eu, que já não sou nenhuma menininha, cheguei ao fim do dia muito cansada e, quando perto das três horas, quando nos sentámos no tapete para preparar a saída eu comuniquei que já não queria ser mais professora, que a partir desse dia só queria ser aluna e perguntei quem é que me queria substituir. Claro que apareceram logo muitos voluntários para realizar tão árdua tarefa e foram tantos que tivemos que organizar uma lista. Os primeiros foram o Henrique e o Rodrigo Aiveca, seguiram-se a Mariana e a Iara e hoje foi a vez da Bia Pinto e da Joana. E digo-vos que me têm surpreendido... Estou a adorar ser aluna. É engraçado como uma brincadeira e o faz de conta nos mostra a essencia de cada um. Logo na segunda feira o Henrique e o Rodrigo, perante a mesma situação tiveram reações diamentralmente opostas. eu, uma vez que era aluna, sentei-me na mesa de trablho e "trabalhei como todos os outros. O Henrique e o Rodrigo, orientaram. Enquanto "trabalhava" o Henrique, que é muito exigente consigo mesmo, aproximou-se de mim e comentou: "Acho que tu consegues fazer melhor do que isso. Vá lá, tenta que depois, se conseguires, vai ficar muito feliz!" Por seu lado, o Rodrigo, muito doce e muito cuidadoso com os outros, com um coração do tamanho do mundo, passou depois do Henrique e disse-me: " Não fiques triste, nem assustada. Tu fizeste tudo muito bem e está muito bonito!" Acho que tenho muito a aprender com estes meus novos professores. Mas o melhor mesmo foram as horas dos contos. Muitas surpresas e um excelente trabalho. Uns leram, outros decoraram, outros estudaram a lição em casa, mas uma coisa todos conseguiram: Foi contar e encantar os colegas... Parabéns Henrique, Rodrigo, mariana, Iara, Bia Pinto e Joana. Foram uns excelentes professores. Que orgulho tenho nestes meninos!
E amanhã a brincadeira continua. Vamos ter o profesor Santiago e o professor Filipe. Vamos lá a ver como corre...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Hoje estou muito triste! Mãe, posso casar com a Maria Inês?

Hoje foi dia de voltar às aulas. Como estávamos todos cheios de saudades foi muito bom reencontrar os amigos logo pela manhã. As novidades eram tantas que nem nos conseguíamos ouvir.
Foi um dia bom e cheio de coisas diferentes. Querem saber quais? Vamos lá começar...
Logo pela manhã o Afonso Catalão, que é o mais novinho da sala, chegou muito aborrecido... Trazia uma senha de almoço em cada mão e cara de zangado (acho que ainda estava com sono...). Quando lhe perguntei o que tinha respondeu prontamente: "Oh Luz, a minha mãe hoje não me quer dar mais senhas... E eu quero mesmo comer cá!"...
Mas o mau humor continuava e quando um amigo falou do dia dos namorados o Afonso começou novamente a chorar... Lá lhe peguei de novo ao colo e ele disse-me que estava triste porque a mãe não o deixava namorar com a Maria Inês. "A minha mãe diz que eu ainda sou muito pequeno e eu já sou crescido. Até já ando nesta escola dos grandes"...Lá o consolei como pude e o Afonso foi brincar... Á tarde alguns meninos pediram-me para fazer um cartão do dia dos namorados. Cotei um coração e eles começaram a decorá-los. Diz o Afonso: "Luz, tive uma ideia. Posso fazer um cartão para a minha mãe?" E lá foi todo contente preparar o seu cartão. No final pediu-me para escrever uma mensagem que dizia...
 
Vejam lá se o Afonso não está mesmo crescido?
O Santiago criou um novo modelo de óculos... Os óculos de chocolate...
 

Os espinafres da nossa horta começaram a aparecer comidos
 
 

e nós temos andado a investigar, para ver se descobrimos quem será o comilão . Hoje encontrámos o culpado... É um dos caracóis que o Tiago deixou escapar do caracolário. Foi a Joana que o descobriu bem no cimo da árvore que está plantada na horta. Segundo ela é um caracol muito "esperto", pois vive na árvore da horta e quando tem fome só tem que descer o tronco. "Mas só desce quando os meninos cá não estão, deve descer de noite, porque assim nós já não o podemos apanhar."

Hoje no recreio a Joana, o Rodrigo V. e o Rodrigo A. inventaram uma brincadeira nova... "Um passeio no dia dos namorados". O Rodrigo Vicente era o pai e guiava a mota. A Joana era a mãe e ia atrás e o Rodrigo Aiveca era o motor e empurrava, porque a mota está estragada e já não anda sozinha...

Já estamos a trabalhar a toda a velocidade no nosso novo projeto etwinnig que é sobre pássaros. Hoje fomos buscar a caixa grande do computador novo, porque vamos precisar de a reciclar... Alguém consegue adivinhar no que é que ela se irá transformar?


Hoje ficamos por aqui... Amanhã logo vos contaremos mais novidades!



 

sábado, 10 de novembro de 2012

Agora não posso...

A cena é simples...
Na casinha, numa grande confusão, ou não fosse esta uma turma barulhenta, brinca-se com empenho e com afinco. A Joana que é mãe, põe a mesa, sacode atoalha, lava a loiça num labor que me cansa só de olhar...

O Guilherme monta a sua barbearia e barbeia o seu cliente habitual, o Rodrigo Coelho...

 
 
Enquanto eu jogo ao ludo com algumas crianças que gostam de contar. Do meio do barulho sobressaem, de vez em quando, uns latidos, sinal que havia animais em casa... Abeiro-me da casinha e peço a uma das crianças:  - Desculpa filho, podes dar-me esse prato que está aí caído, por favor. Resposta pronta: -Desculpa Luz  mas agora não posso. É que eu agora sou cão!
E lá teve a mãe que fazer o que fazem todas as mães. Apanhou o prato e arrumou-o no lugar.
Voltei para a mesa e ainda não tinha aquecido o lugar quando ouvi chorar. Levantei-me a correr, e perguntei à criança que chorava... - O que foi filho, o que foi?
-Foi o ... que me mordeu, ele mordeu-me com força!
Apontando o dedo ao culpado perguntei indignada: - Então, amigo, o que é que se está a passar?
A justificação não se fez esperar. -Então... tu não sabes que eu sou cão!



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Hoje é o dia da...

Há uns dias, o Henrique chegou à sala muito contente.
-Sabes, o meu Pai disse que eu já estou mesmo crescido, porque vim no carro a ouvir as notícias da manhã e estive com muita atenção. Queres saber o que ouvi? Ouvi o senhor explicar que dia é hoje. Sabes que dia é hoje? Hoje é o dia da "Saúde Mentol". ( Saúde Mental)

Sem dúvida alguma um dia muito saboroso!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dias intensos...

E os nossos dias continuam, agitados e intensos, ou não fosse esta uma sala com 19 rapazes e 6 raparigas, mas mesmo assim felizes e cheios de vida. Não dá para parar, mas já se começa a conseguir estar em grupo e a saber ouvir "o outro". Ontem ao fim da tarde, depois de um dia cheio de atividade e brincadeiras ruidosas, enquanto esperávamos a chegada dos pais, o Guilherme Palma, um dos mais novos da sala, pediu para cantar uma canção. Deixo-a aqui....
 
 
 

São assim os meus amigos... Grande Guilherme!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"Uma assinatura digital"



 
 
Hoje de manhã o Henrique chegou à escola com uma nova assinatura. Segundo ele, a partir de hoje, só pode fazer a sua assinatura se esta for digital. E começou imediatamente. A partir de hoje a sua assinatura é:
Henrique www.G (G porque o seu apelido é Graça e, segundo ele, o G á mais fácil de escrever que o @)
 
 
 
Vamos ver se a moda não pega, senão vou ter muitos meninos com o mesmo apelido... Os meninos WWW.  Adorei a ideia!

domingo, 27 de maio de 2012

Banda desenhada...

A Mariana Costa, que é uma grande contadora de histórias, descobriu que pode construir banda desenhada digital e portanto agora, sempre que pode, aí está ela no computador a publicar aas suas histórias. Isto é ótimo para a Mariana e para mim, porque me obriga a procurar e a testar mil ferramentas... A última que experimentámos foi o "Toondoo" e a Mariana construíu uma história de natal, mesmo se estamos quase no verão. Querem ver como ficou?

Dia de natal

Então, gostaram?
Uma boa semana para todos!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Palavras felizes...

Há palavras que são felizes... são aquelas que, uma vez ditas, nos aquecem o coração e nos deixam muito contentes. São palavras que fazem o nosso coração ganhar asas e voar até ao infinito...  Não se ouvem muitas vezes, mas quando se ouvem plenificam de tal forma a nossa alma que deixam nela provisões de ternura, e nos aquecem os dias até podermos ouvir de novo um elogio.
Pois eu hoje tive muita sorte, porque fui brindada com palavras felizes.
Quem mas disse, foi o Jonas Pinto, que é muito despachado, muito "estouvado" mas que tem um coração doce, uma sensibilidade apurada e uma espontaneidade dignas de se ver. E quando é que mas disse? Bom, eu tinha estado no computador a escrever uma circular para mandar para os Pais. Quando acabei e sai de lá, arrumei a cadeira e o Jonas aproveitou para passar. Olhou para mim e comentou:
- Gosto mesmo de passar por aqui, pelo computador. Cheira-me sempre bem... Cheira-me a ti!
Acho que rejuvenesci vinte anos! Fez-me mesmo bem ouvir estas palavras felizes!

Tal como vos prometi aqui fica o  postal que a Magda fez com as crianças... vamos lá ver se gostam...
A embalagem do nosso presente

A frente do cartão

A traseira do cartão

Um bom dia para amanhã!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"De pequenino é que se torce o pepino"

Chego da minha hora de almoço e, como todos os dias, sento-me um bocadinho no recreio e observo. É "sol de pouca dura", pois quase de imediato as crianças rodeiam-me. Este é o momento das confidências, dos risos, dos lamentos, das partilhas, das cumplicidades.
Ontem, a Bia V. e o Rodrigo B. vieram ter comigo de mãos dadas. A Bia, com toda a importancia que os seus cinco anos lhe conferem, comunica com ar sério:
- Luz, eu e o Rodrigo B. já somos namorados!
Olho e, procurando demonstrar alegria e admiração pela a novidade, comento:
- A sério? E como é que isso aconteceu?
Resposta pronta da Bia:
- Então, eu fui ter com o Rodrigo, perguntei se ele me acha "gira", e ele disse que sim. Eu também o acho muito giro (faz ar de envergonhada). Depois perguntei-lhe se gosta de mim e ele disse que sim. Eu também gosto dele porque ele além de giro é simpático e amigo de todos. Então eu disse que podíamos ser namorados. E prontos, demos as mãos e agora estamos a namorar.
E até à hora de entrar para a sala, eles andaram de mãos dadas.
Esta seria mais uma história engraçada, daquelas que se passam diáriamente no jardim de infância e seria naturalmente esquecida. Porém, durante a tarde o Rodrigo B. estava cheio de sono e chorava por tudo e por nada. 
Por isso peguei-lhe ao colo e perguntei se precisava de alguma coisa. Respondeu-me por entre lágrimas:
- Claro que preciso! Preciso muito da minha mãe!
Respondo:
-Ó Rodrigo, mas eu não tenho a mãe... A única coisa que posso fazer é telefonar-lhe e dizer que tu estás com saudades...
-Isso não! Eu preciso dela agora!
-Pois, eu compreendo, mas não te posso mesmo ajudar... Tens mais alguma ideia?
- Responde-me prontamente: - Então chama a Bia!
Bom, tenho que estar atenta. Afinal parece que é mesmo a sério!...

Quinta feira 29 de Setembro
Já posso estar descansada. Hoje à hora do almoço o Rodrigo comunicou:
- Já não tenho namorada!
-Então porquê? - Perguntei.
Resposta pronta: -Olha porque já estava a ficar farto! Namorar é muito "chato". A Bia queria estar sempre ao pé de mim!
Só espero que o Rodrigo não tenha uma nova crise de saudades, pois se tiver  quem me irá ajudar a  resolver a situação?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

E a história do dia foi?...

Isso mesmo, adivinharam!!!
"O coelhinho branquinho e a cabra cabrês"...
Esta foi a nona vez que, desde o início do ano a contei! E esta foi a nona vez que eles pediram para a contar e a ouviram...
Nove vezes para mim é inédito. Já tenho recontado histórias muitas vezes, mas tantas vezes assim, nunca! e querem sempre os mesmos gestos, as mesmas pausas, os mesmos sons e as mesmas palavras... Eu já tentei contar outras histórias em que os fracos vencem os fortes e eles gostam, mas esta tem mesmo outro sabor para este grupo e eles querem sempre ouvi-la de novo. Já tenho coelhos brancos por todo o lado e eles não se cansam... E pelas expressões de admiração e de divertimento dos meninos novos o coelhinho branco acabou de encontrar mais três fãs... Vamos ver até onde nos vai levar o coelhinho branco!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A língua Portuguesa é muito traiçoeira!...

Hoje o Rodrigo, que é muito generoso com os seus amigos e está sempre pronto a partilhar os seus brinquedos, queria fazer com um dos seus amiguinhos acordo de cavalheiros, e como não estava a ser bem sucedido, ia argumentando em favor da sua proposta, com aquele talento que só o Rodrigo tem para argumentar. E o amigo, também ele muito amigo e sempre pronto a ouvi-lo, por qualquer motivo não estava a gostar da proposta e ia sempre dizendo que não, que não podia, que a mãe não deixava, e todos aquelas desculpas que eles usam quando querem fazer a sua vontade. E o Rodrigo lá ia argumentando... de repente, e já cansado de tantas razões, diz:
- Pronto, está bem não me emprestes! Mas fica sabendo que eu estou mesmo muito triste contigo. És mesmo um grande "mausono"!!!
O raciocínio está certo. E o género também? Só é pena que a palavra ainda não exista no dicionário!...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Claro!!! Como é que não percebi antes?

Umas das crianças, daquelas que desenha sempre muito bem, e com muito cuidado, ultimamente quando acabava de desenhar a figura humana pintava-lhe a cara de preto... Que estranho!!!
E como os Educadores têm o "mau hábito" de analisar tudo, de procurar explicações para tudo, eu ia observando em silêncio e ia-me interrogando sobre o porquê daquela atitude. Até que finalmente não aguentei mais e perguntei.
-Ó filho, mas afinal porque é que pintas a cara dos meninos de preto?
A resposta voou rápida:
-Ó Luz, então tu não vês que ainda é de noite!!!
Claro! Como é que eu não percebi antes?



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Talentos...

A nossa Matilde Q., que quando for grande quer ser artista,  ( Ela não sabe, mas eu posso garantir que já o é!), é uma grande fã do Ballet, que pratica com todo o empenho. Um destes dias decidiu desenhar uma coreografia que eu não hesito em colocar aqui pois está fabulosa!
Vejam lá se não está?

Que grande privilégio poder viver com eles dia a dia! Que bom é ver crescer estas crianças e poder, de alguma forma, participar neste crescimento! Que grande responsabilidade... É do futuro que estamos a cuidar!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Quem feio ama, bonito lhe parece"...

Já há alguns anos, quando da minha passagem pelo Jardim de Infância do Porto Alto, uma passagem inesquecível e que recordo com muita saudade, eu tinha chegado à conclusão que este ditado tinha muito de verdadeiro. Porquê?
Conto-vos uma das muitas histórias que lá vivi e que ficou para sempre no meu coração. Já lá vão uns bons dez anos e eu, com 45 anos na altura, já tinha alguns cabelos brancos, que como ainda não eram muitos, ainda não sentia a necessidade de os esconder. Assim, um dia quando brincava aos navios no recreio, uma das pequenitas de quatro anos, a Claudia, muito despachada e observadora, pôs-se em pé atrás de mim e disse:
- Ó Luz tu és mesmo muito vaidosa; Fizeste madeixas!
-Escandalizada respondi: - Eu? Eu não Claudia! Isto não são madeixas, isto são cabelos brancos!
-Cabelos Brancos?- Perguntou a Claudia admirada.
-Sim, quer dizer que estou a ficar velhota! - respondi eu à laia de explicação.
Então a Claudia, despachada como só ela sabia ser, estica o dedo indicador na minha direcção e responde com ar escandalizado: -Velhota, tu? Velhota é a minha mãe que já tem 35 anos!
Vejam lá se isto não é mesmo a confirmação do provérbio?
E porque é que eu me lembrei disto? Porque hoje duas das crianças mais novas fizeram o meu retrato, onde, para ser sincera, fiquei muito favorecida. Querem ver como ficou?
Esta sou eu vista pelo João, o mais pequenino da sala.

...então fiquei ou não fiquei mesmo muito favorecida?

...E agora eu, com a bata azul aos quadrados verdes, a Ivone, com a bata azul e o Guga com o seu cabelo aos caracois vestido de amarelo que é a sua cor favorita, a caminho do teatro. Não estamos geniais?
É certamente por estas e por outras que Fernando Pessoa afirmou que: "O melhor do mundo são as crianças!"
Esta é ou não é a melhor profissão do mundo? Como é que se pode não ser feliz quando se está ao pé deles?

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uns sapatos muito especiais...

A nossa Mafalda, que é uma princesa, e que gosta muito de estrelas, chegou à escola muito feliz porque tinha umas botas muito especiais, e não descansou enquanto não as mostrou e eu não lhes tirei uma fotografia. Querem saber porquê? Então olhem...
Isso mesmo, as botas da Mafalda têm a sola cheia de estrelas!!!

sábado, 2 de outubro de 2010

Uma constelação de estrelas...

Esta foi a terceira semana em que estivemos juntos e em que já fizemos milhentas coisas, em que não há choros e em que até já quase que sabemos comer como os crescidos O Joãozinho, por exemplo, até já sabe comer a sopa com os legumes inteiros... Têm sido uma boas semanas.
Por isso mesmo esta foi a semana em que escolhemos o nome para a nossa sala. Houve muitas sugestões:
Sala das flores -Mafalda
Sala das crianças - João
Sala dos amigos - Gonçalo
Sala dos abraços - Margarida
Sala das estrelinhas - Matilde
Sala feliz - Leandro
Claro, que com tantos nomes bonitos a escolha ia ser difícil. Por isso tivemos que fazer como os crescidos e  votámos, desta vez com o braço no ar. E ganhou a "Sala das estrelinhas", talvez ainda por influencia da nossa estrelinha, de quem temos muitas saudades.
Depois do nome escolhido já só foi preciso passá-lo para a nossa porta. Querem ver como ficou?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Limpezas

Sem comentários!...


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aranha, anha...

Por mais que se façam bons planos, por mais que se programem as actividades, a vida no Jardim-de-Infância vai ao encontro dos interesses das crianças e portanto, muitas vezes, o melhor que há a fazer, é esquecer os planos previamente feitos e viver o momento presente.
Foi o que aconteceu hoje...

Hoje, quando chegámos à sala, tivemos uma surpresa. Durante o fim de semana, uma aranha construiu a sua teia mesmo no cantinho do nosso tapete, onde costumamos conversar.

Claro que esta localização gerou logo uma grande confusão. As meninas gritavam, os rapazes discutiam sobre o futuro do bichinho e eu observava tudo aquilo impotente sem saber o que fazer, quando de repente me veio à cabeça o poema de Matilde Rosa Araújo:

"Aranha, anha
Tão muda e mole
Tem fio de lua
Que tece ao sol..."

E comecei a recitá-lo.

Talvez pelo ritmo, pela rima, pelas palavras diferentes, ou até porque a aranha, assustada com a algazarra, acabou por fugir para baixo do armário, o que é certo é que eles acalmaram e foi possível começar uma grande conversa sobre as aranhas. Como são, os seus hábitos, o que comem, como vivem, qual o seu papel na natureza... E fomos pesquisar.

Já sabemos que não são insectos, mas que pertencem à família dos aracnideos. Também sabemos que têm quatro pares de pernas, que têm o corpo coberto de pelos, que não têm asas nem antenas, que o seu corpo se divide em duas partes, e que gostam de comer insectos. (Wikipédia)

- Moscas e mosquitos? - Perguntou o Gonçalo

Perante a minha resposta afirmativa, a Matilde Queiroz, fez uma careta e comentou: - Bhlac... que porcaria! Não podiam antes comer massinha com carne! É por isso que eu não gosto de aranhas...

Mas rendeu-se. A aranha conseguiu escapar com vida e foi adoptada. Fica a viver na nossa sala e até já tem nome. Chama-se Carlota.

Por agora ainda vive escondida por baixo do armário e penso que, com o susto que apanhou, tão depressa não se atreve a sair de lá. Mas quando sair, nós já temos as lupas prontas. Queremos conhecê-la e observá-la muito bem.

Palpita-me que esta vai ser uma actividade verdadeiramente integradora...

Carlota, ainda bem que vieste viver connosco !



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um funil é...



Hoje estivemos a fazer um comedouro para os passarinhos que vivem perto da nossa escola. Já há muito tempo que, no intervalo da manhã, lhes deixamos no muro, os restinhos do "pãozinho e das bolachinhas", como diz a Matilde e, quando voltamos à hora do almoço, reparamos que já lá não está nada. É por causa disso que os pardais, os melros e as rolas estão tão gorduchos que até dá gosto ver. (-Esperem até o meu avô saber disso! -diz o Leandro com ar de ameaça!). Por isso e porque os pássaros cada vez têm menos vergonha e, cada vez mais, vêm até ao recreio procurar comida, decidimos fazer um comedouro. Assim, andámos à procura de imagens de comedouros na internet, arranjámos uma garrafa de Coca-Cola vazia, uma colher de pau e fomos à mercearia da tia da Rita comprar comida de pássaro.
O Sebastião e o Tomás, que são os construtores da sala, lá nos explicaram como devia ser feito e nós lá o fomos executando segundo o seu plano. Às tantas surgiu um problema: Como o gargalo da garrafa era muito estreito, como colocar as sementes dos pássaros na garrafa sem entornar tudo?
Apareceram imensas respostas:
- Corta-se o gargalo (Gonçalo);
- Usa-se uma colher de bebé (Matilde);
- Põe-se com muito cuidadinho (Bárbara), mas depois de as experimentarmos todas sem sucesso, (excepto a do Gonçalo porque se cortássemos o gargalo já não podíamos pendurar a garrafa na árvore), eu atrevi-me a sugerir: - E se usássemos um funil?
Imediatamente dez olhos se cravaram em mim, como se eu tivesse dito uma heresia, e o Sebastião, com ar incrédulo, pergunta: - Um funil? O que é isso?
Resposta pronta e entusiasmada do Tomás: - Eu sei, eu sei! Um funil é aquilo que se usa para dar a sopa aos bebés quando eles não querem comer mais!:)))
Onde é que ele terá ido buscar esta ideia?