domingo, 25 de abril de 2010

"De pequenino se torce o pepino"




É bem verdade que os ditados populares encerram em si muita sabedoria. E este diz-nos que é a infância é a base de toda a nossa vida. E como nunca é demasiado cedo para lançar as sementes do respeito e do amor pela natureza nós, nos Jardins de Infância do Agrupamento Carnaxide/Valejas, vivemos a Semana da Terra, uma semana cheiinha de actividades e muito, muito feliz. Querem saber como foi?


sábado, 24 de abril de 2010

Alerta como um felino, delicada como um cristal...




Dia a dia vamos aprendendo, descobrindo e recomeçando com os sucessos e os erros. Esta é uma das maravilhas da nossa profissão, que está muito longe de ser estática ou rotineira.
E sexta-feira aprendi mais uma grande lição. Aprendi que, quando se tem o privilégio de trabalhar com crianças, temos que ser delicados como cristais, estar alerta como felinos, estar atentos a cada momento, que é único e essencial para todos aqueles momentos que se lhe irão seguir.

Sexta-feira fui visitar a Matilde.
Estava cheia de saudades e achei que já não conseguia esperar mais.
É que a Matilde partiu um pé e há uma semana que não vinha à escola. Por isso peguei na nossa estrelinha que ela adora, num livro porque era o dia mundial do livro, nalguns trabalhos e lá fui eu.
Encontrei a Matilde de pé esticado, muito bem-disposta, a ver a Rua Sésamo. Conversámos, brincámos e por fim veio à conversa as letras. É que ultimamente, a Matilde anda fascinada pelas letras e faz constantemente "filas e filas" de letras que pede para lhe ler.
Parece que na Páscoa, quando os avós chegaram, a Matilde os brindou com as suas "fiadas" de letras, que eles, com aquela sensibilidade que só os avós sabem ter, "leram" e deram significado à escrita e depois de toda a família ter lido as "mensagens" da Matilde, ela levantou os braços e gritou entusiasmada: -Já sei escrever, viva, já sei escrever!!!
Só depois de ouvir esta história que a mãe me contou, eu percebi o porquê de, nos dias logo a seguir à Páscoa, a Matilde ter aumentado a sua produção de "filas" de letras e os pedidos de tradução das mesmas. Ainda bem que, em vez de dizer que não conseguia ler o que estava escrito, ou o tão comum "agora não Matilde", me saiu pela boca fora: "Ai Matilde, esqueci-me dos óculos e estou tão "pitosga" que não consigo ver o que está aí está escrito!"...
De onde veio a resposta não sei, só sei que estou feliz por ter surgido, pois se tivesse respondido com a lógica dos adultos, tinha destruído um belo sonho de criança!