quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"O rei vai nú"

Poderia muito bem ser a mesma história...
Os personagens  e as motivações são diferentes das conto de Anderson, pois neste caso não se trata de dois espertalhões a explorar um dos defeitos de um incauto rei qualquer, para quem a vaidade e as aparências eram mais importantes que tudo o resto... (até parece escrito nos dias de hoje e para a realidade do mundo atual)
No nosso caso não se trata de vaidade, mas sim do peso que a opinião dos outros tem sobre as nossas opções e atitudes, mesmo quando se é muito pequeno.

O Henrique trouxe para a escola a latinha vazia dos chocolates de Natal e, no recreio, pediu-me que me sentasse ao seu lado para me contar tudo o que sabia acerca da latinha. Era obvio que para ele a latinha não só era muito importante, como afetivamente lhe trazia muito boas lembranças pois, meio da conversa, confidenciou-me que adorava que aquela latinha fosse mágica. Eu encantada com o que estava a ouvir, deixei-me levar pela doçura do momento e disse-lhe que isso era bem fácil de conseguir, pois a magia, tal como a amizade, consegue-se com o apoio dos amigos. Por isso, chamámos alguns amigos que por ali passavam e pedimos ajuda para transformar aquela latinha normal, numa latinha mágica. Combinámos as palavras e os gestos que tínhamos que dizer em conjunto e... assim fizemos. As palavras mágicas eram: magia, magia, vem para esta latinha e o gesto, de que fui dispensada pois, segundo a Joana "já tenho bués de anos, como a avó dela, e por isso já não posso fazer estas coisas" era fazer o pino de encontro à parede da sala. Após termos feito estas duas coisas a latinha ia transformar-se numa caixa de segredos... E assim foi.
Depois de dizermos as palavras mágicas, os rapazes foram muito corajosos e fizeram o pino...

 
E... Não é que a magia aconteceu!
 
 
Dissemos muitos segredos para dentro da caixinha...E o Henrique conseguiu ouvir tudo...
 
 
Não acreditam?... Podem acreditar porque pelo menos o meu segredo ele conseguiu ouvir. Como é que eu sei? Porque ele me disse que o meu segredo era: "Henrique, eu gosto muito de ti!".
E era mesmo!
 

2 comentários:

Fernando disse...

Nem o Christian Andersen faria melhor! Apesar de ter espalhado a magia por todo o lado! Que neste caso não é mágica! É uma magia, como diriam os antigos, lá no tempo dos nossos amigos Persas, é uma ciencia sábia!

M. Jesus Sousa (Juca) disse...

Fantástico! Adorei a receita para uma caixinha de segredos mágica... as vossas vivências são sempre cheias de magia ;-)

Bjs, Juca e Sala Fixe