quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Claro!!! Como é que não percebi antes?

Umas das crianças, daquelas que desenha sempre muito bem, e com muito cuidado, ultimamente quando acabava de desenhar a figura humana pintava-lhe a cara de preto... Que estranho!!!
E como os Educadores têm o "mau hábito" de analisar tudo, de procurar explicações para tudo, eu ia observando em silêncio e ia-me interrogando sobre o porquê daquela atitude. Até que finalmente não aguentei mais e perguntei.
-Ó filho, mas afinal porque é que pintas a cara dos meninos de preto?
A resposta voou rápida:
-Ó Luz, então tu não vês que ainda é de noite!!!
Claro! Como é que eu não percebi antes?



5 comentários:

Graça Rocha disse...

É engraçado como algumas das situações vividas em contexto de sala com as nossas crianças, parecem anedotas.
Afinal era tão simples!
Para quê complicar?
Obrigado pela partilha do teu excelente trabalho
Bom trabalho

M. Jesus Sousa (Juca) disse...

Andas a fazer horas extras?
Afinal quando é que começas a ir para o jardim de infância de dia???
Eh, eh, eh...

Bjs, Juca e Sala Fixe

Isabel Preto disse...

Pois, Luz. Eles têm sempre explicações simples. A Sofia ontam desenhou a fada dos dentes, para mandar à avó e pintou a cara dela de castanho, e muitas bolinhas à volta. Disse que as bolinhas eram chuva, "Não vês que está a chover, Mãe?" e a cara castanha foi porque a fada adora chocolate, como ela!
A propósito, a Sofia adorou que eu lhe lê-se o comentário. Disse que a Luz ainda não se esqueceu dela. A Sara ficou vaidosa:))
Obrigada, Luz.
Beijos doces.

Um Dó LI Tá disse...

Á medida que ia lendo o teu texto, ia eu própria desenvolvendo logo uma teoria (vicio de profissão :D) muito mais complicada. Afinal o que era tão óbvio para uma criança, seria tãoi dificil para mim lá chegar sem uma explicação. Adorei!
bjs

Joana

Alda disse...

Fantástica a resposta. Realmente, para quê complicar.
Fez-me lembrar a anedota do menino que desenhou uma vaca a comer erva.
-Onde está a erva?
-A vaca comeu-a toda.
-E onde está a vaca?
-Como já não havia erva, foi-se embora. Beijinhos